| Mesa Diretora e Delegações |
Já acabaram as 1ª e 2ª sessões e o SOOI segue acalorado. O Debate do Conselho de Segurança começou nesta sexta feira, por volta das 9 horas da manhã. O objetivo é decidir sobre uma possível intervenção no Iraque, frente às acusações de que o país tenha em seu território armas de destruição em massa.
O debate se iniciou com as delegações de todos os países apresentando suas posições oficiais no Discurso de Abertura. As posições são as apresentadas a seguir, nesta mesma ordem:
O debate se iniciou com as delegações de todos os países apresentando suas posições oficiais no Discurso de Abertura. As posições são as apresentadas a seguir, nesta mesma ordem:
Estados Unidos da América: Os Estados Unidos da América acreditam na liberdade e na democracia e são pautados sobre esses dois preceitos em busca da paz, e marcam sua história pela participação em diversas guerras, onde esses preceitos estão presentes. Nossa economia é pujante, nossa nação é combativa, nossas ideias rompem barreiras. Os Estados Unidos da América acreditam que o Iraque apresente uma ameça real à comunidade internacional, por possuir armas de destruição em massa. Dessa forma, os Estados Unidos da América anseiam por a votação de uma formação de uma coalizão forte, poderosa, para que se possa intervir no Estado iraquiano.
República do Iraque: A República do Iraque defende sua soberania acima de tudo e acredita que uma intervenção, nos moldes definidos pelos Estados Unidos da América, não se faz justa, não se faz útil. Nós acreditamos que tal intervenção não é necessária. É uma intervenção, de certa forma, inútil e de certa inocência dos Estados Unidos da América. Nós acreditamos na manutenção da paz, acima de tudo e não é necessária tal intervenção.
Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte: O Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, comprometido com os conceitos presentes na Carta da ONU, mantém-se fiel à defesa dos direitos humanos e da segurança internacional. Como um membro permanente do Conselho de Segurança, mantém-se fiel, também, aos princípios deste Conselho. Principalmente no que se refere à manutenção da paz e da segurança internacional. Com relação a armas químicas, biológicas e nucleares, armas que ameaçam a segurança internacional, somos comprometidos com os Tratados Internacionais de proibição de uso e proliferação das mesmas. Desse modo, o Reino Unido se posiciona veementemente contra o uso, estocagem e distribuição dessas armas. Sendo assim, entende que é cabível qualquer intervenção na República do Iraque mediante a defesa da segurança internacional e da paz. Ansiamos que, mediante o debate e o diálogo, consigamos chegar a uma solução. Mas, sem perder de vista a segurança e a paz internacional.
República Francesa: Nós, da República Francesa, viemos de um país de porte médio da porção ocidental do continente europeu. Porém, a importância de nosso país para a construção da sociedade moderna é impar, porque inculcados nos valores de Liberdade, Igualdade e Fraternidade e nos direitos civis é que foi construída a sociedade moderna ocidental. Nossa política externa é baseada no ecumenismo e na globalização. Entendemos que, para a manutenção da paz, a militarização não é o caminho adequado. E sobre a questão do Iraque, permanecemos com a postura de acatar integralmente a Resolução 1441, que foi deferida em 2002. A França tem o compromisso de honrar essa Resolução e procurar todos os meios que respeitem o Direito Internacional Público e a soberania do Iraque. Portanto, a via de intervenção sera somente a última instância e, com certeza, não nos orgulharemos de tal feito.
Federação Russa: A Federação Russa é um dos maiores países em extensão, que possui grande potencial natural, econômico, militar e de projeto tecnológico, além de condição única no continente euro-asiático, sendo cercado por regiões geoestratégicas importantes do globo. Como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Federação Russa desempenha esforços para manutenção da paz e da segurança internacionais, bem como da estabilidade geoestratégica. Nesse sentido, a Federação Russa, baseada nos preceitos da construção de um mundo multipolar, de um sistema de relações internacionais que reflita a realidade multifacetada do mundo contemporâneo com a diversidade de seus interesses, tem isso como principal projeto de política externa. Por isso, a Federação Russa valoriza o respeito ao Direito Internacional. A intervenção no Iraque, nesse sentido, não se justifica, tendo em vista que as acusações sobre a existência de armas de destruição em massa, bem como a alegação de apoio à ações terroristas internacionais são baseadas em fatos que não se provam, não são provas oficiais. Assim, a Federação Russa busca uma solução pacifica, que contemple os legítimos interesses da República do Iraque.
| Fernando Santiago, representante do Iraque |
| Amanda Faria Lima, representante do Reino Unido |
República Francesa: Nós, da República Francesa, viemos de um país de porte médio da porção ocidental do continente europeu. Porém, a importância de nosso país para a construção da sociedade moderna é impar, porque inculcados nos valores de Liberdade, Igualdade e Fraternidade e nos direitos civis é que foi construída a sociedade moderna ocidental. Nossa política externa é baseada no ecumenismo e na globalização. Entendemos que, para a manutenção da paz, a militarização não é o caminho adequado. E sobre a questão do Iraque, permanecemos com a postura de acatar integralmente a Resolução 1441, que foi deferida em 2002. A França tem o compromisso de honrar essa Resolução e procurar todos os meios que respeitem o Direito Internacional Público e a soberania do Iraque. Portanto, a via de intervenção sera somente a última instância e, com certeza, não nos orgulharemos de tal feito.
Federação Russa: A Federação Russa é um dos maiores países em extensão, que possui grande potencial natural, econômico, militar e de projeto tecnológico, além de condição única no continente euro-asiático, sendo cercado por regiões geoestratégicas importantes do globo. Como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Federação Russa desempenha esforços para manutenção da paz e da segurança internacionais, bem como da estabilidade geoestratégica. Nesse sentido, a Federação Russa, baseada nos preceitos da construção de um mundo multipolar, de um sistema de relações internacionais que reflita a realidade multifacetada do mundo contemporâneo com a diversidade de seus interesses, tem isso como principal projeto de política externa. Por isso, a Federação Russa valoriza o respeito ao Direito Internacional. A intervenção no Iraque, nesse sentido, não se justifica, tendo em vista que as acusações sobre a existência de armas de destruição em massa, bem como a alegação de apoio à ações terroristas internacionais são baseadas em fatos que não se provam, não são provas oficiais. Assim, a Federação Russa busca uma solução pacifica, que contemple os legítimos interesses da República do Iraque.
República Popular da China: A República Popular da China tem sua política baseada no confucionismo, com ideais de compaixão, de honra e de empatia. Dado os vários conflitos internos e externos que a China já passou, opta-se por objetivos fundamentais, que são eles: desenvolver a economia e o poder que o país tem, de forma a controlar uma boa administração para que não se tenha problemas nem influencie negativamente os países vizinhos. Para desenvolver esses objetivos, a China baseia-se em dois conceitos diplomáticos: basicamente, unir forças, parcerias com potências globais e regionais, e também defender o multilateralismo. Devemos levar as economias de forma controlada e saber lidar com o unilateralismo. Quanto ao conflito entre Iraque e Estados Unidos, a China posiciona-se de forma a não endossar o uso da força contra Iraque. Por inúmeros motivos, mas tendo como principal que, segundo dados do governo chinês, existem hoje mais de 19 milhões de islâmicos fundamentalistas em Pequim. E o governo comunista da China receiam que esses muçulmanos possam se revoltar contra o governo. Vale salientar, também, que desde 2002 há uma parceria entre a ONU e a Agência Internacional de Energia Atômica, que vem avaliando o Iraque e não encontrou nada. Dessa forma, a China posiciona-se contra a invasão do Iraque e a favor de um acordo internacional baseado no Direito Internacional.
República do Chile: Como representantes da República do Chile, gostaríamos de salientar que nossa política externa é apoiada em quatro pilares: o respeito ao Direito Internacional, a preservação da paz, a preservação dos direitos humanos e a preservação da democracia. Dessa maneira, nos posicionamos contra uma possível intervenção dos Estados Unidos no Iraque. Porém, salientamos que o Chile preserva sempre a manutenção da paz. Dessa maneira, gostaríamos de afirmar que há uma necessidade de inspetores da ONU no Iraque para uma possível intervenção, de forma a assegurar os civis e a vida destes. No entanto, gostaríamos de ressaltar que temos alguns pontos para não legitimar uma possível intervenção. A primeira seria baseada na intervenção humanitária, pois não houve nenhum ataque militar por parte do Iraque aos Estados Unidos para que haja algum argumento para que haja o uso de força. Como segundo ponto, gostaríamos de salientar que, com base nas proposições deste Conselho de Segurança, não há, novamente, necessidade de uso da força por não ter havido nenhum ataque por parte do Iraque. Como terceiro ponto, gostaríamos de salientar também que não pode ser com base no artigo 51 da Carta das Nações Unidas, que coloca a questão da legítima defesa, e que não se aplica a este caso, não está coerente. Então, nossa delegação gostaria de reafirmar, mais uma vez, que promovemos o direito territorial internacional e que fazemos um pedido a todas as delegações presentes para que possamos resolver isto de forma diplomática.
Estados Unidos Mexicanos:Representando os Estados Unidos Mexicanos, ressalto o caráter federativo e constitucional de nossa república, que está comprometida com a melhor resolução possível para o conflito aqui apresentado. Entendemos que essa organização deve contemplar uma solução que se afaste da violência. A luta pela democracia, princípio amplamente defendido por todos os delegados presentes neste Comitê, encontra grandes obstáculos na escalada de violência constatada no Iraque nos últimos tempos, sendo a capacidade de conciliação dos interesses presente nos delegados deste Comitê vital para a preservação de milhares de vidas humanas. Entre as diretrizes deste Conselho, estão o respeito à soberania nacional e à democracia. Por isso cremos que tanto as potências quanto os países emergentes devem alinhar seus interesses com os princípios supracitados. Gostaríamos, também, de lembrar aos delegados deste Conselho que a República do Iraque, há apenas seis meses, em setembro de 2002, autorizou a entrada de técnicos em seu país para verificação da posse de armas.
Estados Unidos Mexicanos:Representando os Estados Unidos Mexicanos, ressalto o caráter federativo e constitucional de nossa república, que está comprometida com a melhor resolução possível para o conflito aqui apresentado. Entendemos que essa organização deve contemplar uma solução que se afaste da violência. A luta pela democracia, princípio amplamente defendido por todos os delegados presentes neste Comitê, encontra grandes obstáculos na escalada de violência constatada no Iraque nos últimos tempos, sendo a capacidade de conciliação dos interesses presente nos delegados deste Comitê vital para a preservação de milhares de vidas humanas. Entre as diretrizes deste Conselho, estão o respeito à soberania nacional e à democracia. Por isso cremos que tanto as potências quanto os países emergentes devem alinhar seus interesses com os princípios supracitados. Gostaríamos, também, de lembrar aos delegados deste Conselho que a República do Iraque, há apenas seis meses, em setembro de 2002, autorizou a entrada de técnicos em seu país para verificação da posse de armas.
República Federal da Alemanha: A República Federal da Alemanha declara que o mundo mudou com os acontecimentos pós 11 de setembro o antigo inimigo começou a tomar vulto e espalhar terror pelo mundo, o próprio terror e ações terroristas. Esse inimigo, que não tem nem pátria nem fronteiras, está usando de meios vis para conseguir seus terríveis objetivos.A Alemanha, legitimada por este Conselho, apoiou a intervenção no Afeganistão, demonstrando total e irrestrita solidariedade aos Estados Unidos e ao mundo civilizado. Mas, nós notamos que o terror tem um segundo efeito. O terror, que agora tornou-se um medo generalizado, fez palavras como liberdade e democracia se tornarem sinônimo de guerra. Essas palavras, que deveriam ser os pilares do mundo moderno, agora estão banhadas em sangue. Nós, da Alemanha, reafirmamos que somos completamente contra toda e qualquer guerra ao Iraque que não respeite as Resoluções anteriores deste Conselho. Nós salientamos, ainda, que a doutrina da legitima defesa é um ultraje com a comunidade internacional. Além disso, gostaríamos de relembrar aos países que defendem o conflito que esqueçam um pouco a ideia de Thomas Jefferson que a árvore da liberdade tem que ser banhada em sangue e lembrar um pouco mais as palavras de Kennedy, que falavam que quando achamos que a paz é impraticável, a guerra se torna inevitável.
Reino da Espanha: O Reino da Espanha mantém participação efetiva no cenário internacional e político. Somos membros da ONU desde 1955 e participamos do Conselho de Segurança já três vezes, sendo esta nossa quarta participação. Ao longo desses anos, reiteramos junto à comunidade internacional a necessidade de se manter os pilares do desenvolvimento, da segurança internacional e o respeito aos direitos humanos. O Reino da Espanha é membro da OTAN desde 1972 e tem dado atenção especial à segurança e defesa dos Estados-membros. Participamos e assinamos os principais Tratados de não-proliferação e desarme de armas de destruição em massa, assim confirmando nossa participação efetiva no cenário internacional. Nosso objetivo principal é impedir a proliferação, evitar o acesso de substâncias perigosas por terroristas e proteger a população através de estratégias de segurança nacional que visam a paz mundial. Assim, o Reino da Espanha recomenda que o Iraque cumpra as resoluções das Nações Unidas que determinam a eliminação de suas armas de destruição em massa. A proliferação dessas armas é um risco à paz mundial. A Espanha é, então, favorável a uma intervenção rígida em relação ao tema discutido.
República de Angola: Colônia. Entendemos a situação do Iraque, dado o nosso histórico Somos totalmente contra o uso da violência e da intervenção ao Iraque. Somos grandes exportadores de petróleo, o que nos aproxima economicamente. Esperamos que haja uma cooperação internacional a este fato.
República dos Camarões: A união africana condena atos de terrorismo. Clamamos sobre os direitos humanos e da resolução pacifica dos conflitos.
República da Guiné: As ações da ONU não foram suficientes para impedir os desdobramentos que levaram a expansão terrorista e ações de guerra devido essas ações e resolução que tomamos para impedir o que está acontecendo. Apoiamos a manutenção da resolução 1441. Os atos de guerra devem ser impedidos, devemos tomar medidas estratégicas e diplomáticas que devem ser respeitadas.
Bulgária: Democracia e paz mundial. Entedemos que qualquer conflito militar injustificado não garante a paz e a estabilidade mundiais. Devemos debater esta crise no Iraque, colocamo-nos contra qualquer intervenção militar injustificada ao Iraque. Recomendamos que o Iraque aceite todo o que aqui for proposto.
Após apresentadas as posições, o debate começou.
Reino da Espanha: O Reino da Espanha mantém participação efetiva no cenário internacional e político. Somos membros da ONU desde 1955 e participamos do Conselho de Segurança já três vezes, sendo esta nossa quarta participação. Ao longo desses anos, reiteramos junto à comunidade internacional a necessidade de se manter os pilares do desenvolvimento, da segurança internacional e o respeito aos direitos humanos. O Reino da Espanha é membro da OTAN desde 1972 e tem dado atenção especial à segurança e defesa dos Estados-membros. Participamos e assinamos os principais Tratados de não-proliferação e desarme de armas de destruição em massa, assim confirmando nossa participação efetiva no cenário internacional. Nosso objetivo principal é impedir a proliferação, evitar o acesso de substâncias perigosas por terroristas e proteger a população através de estratégias de segurança nacional que visam a paz mundial. Assim, o Reino da Espanha recomenda que o Iraque cumpra as resoluções das Nações Unidas que determinam a eliminação de suas armas de destruição em massa. A proliferação dessas armas é um risco à paz mundial. A Espanha é, então, favorável a uma intervenção rígida em relação ao tema discutido.
República de Angola: Colônia. Entendemos a situação do Iraque, dado o nosso histórico Somos totalmente contra o uso da violência e da intervenção ao Iraque. Somos grandes exportadores de petróleo, o que nos aproxima economicamente. Esperamos que haja uma cooperação internacional a este fato.
República dos Camarões: A união africana condena atos de terrorismo. Clamamos sobre os direitos humanos e da resolução pacifica dos conflitos.
República da Guiné: As ações da ONU não foram suficientes para impedir os desdobramentos que levaram a expansão terrorista e ações de guerra devido essas ações e resolução que tomamos para impedir o que está acontecendo. Apoiamos a manutenção da resolução 1441. Os atos de guerra devem ser impedidos, devemos tomar medidas estratégicas e diplomáticas que devem ser respeitadas.
Paquistão: Aliança com os EUA para a manutenção pela paz e preocupados com os direitos humanos. Esta intervenção é imprescindível para o combate ao terror. Apoiamos A AÇÃO DOS EUA de maneira coerente. Que o espírito divino nos ilumine.
Síria: Estamos dispostos a cooperar com a comunidade internacional. Consideramos o uso da força descabido, precisamos olhar pelos povos iraquianos e suas vidas. Defendemos a soberania dos iraquianos.
Após apresentadas as posições, o debate começou.

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